Nova Entrevista da Kristen na epoca de Zathura.

Nossa Equipe traduziu para vocês uma nova entrevista da Kristen que aconteceu na divulgação de Zathura: Uma Aventura no Espaço. A entrevista ocorreu por volta de 2005/2006. Confiram!

Teen Hollywood: Uma entrevista com Kristen StewartSeu irmão menor constantemente chega no seu quarto interrompendo suas ligações pessoais e lhe diz que a sua casa está sendo lançada para o espaço? Hmm, a resposta seria sim, exceto pela última pergunta? Na aventura espacial, Zathura, a atriz de 15 anos de idade, Kristen Stewart, teve que lidar com uma galáxia cheia de problemas enquanto seus dois irmãos menores jogavam um jogo mágico.

A linda Kristen chamou nossa atenção primeiramente quando vivia a filha de Jodie Foster em Panic Room e você talvez tenha visto sua performance tocante em Speak, onde a jovem interpretou uma vítima de abuso sexual. Esperando até que as coisas se apimentassem um pouco, Kristen estava feliz em aceitar o papel de uma irmã mais velha, pois, na vida real, ela é a irmã caçula de sua família, sempre recebendo ordens de seus irmãos mais velhos.

Kristen explicou que lidar com muitos monstros em conjunto, um pouco de efeitos e de aproveitar o trabalho em que ela chegou a “voar”, e também ter que ter um elenco completamente estranho foi exclusivo para a jovem atriz. Kristen veio a nossa entrevista com o seu irmão mais velho que estava sentado no canto, deixando sua irmã caçula brilhar como ela nos contou sobre como fazer Zathura e seus projetos futuros. Imagine uma adolescente normal em um dia casual, usando camiseta, jaqueta e jeans.

TeenHollywood: Então, há um modelo perfeito de elenco para Kristen Stewart em algum lugar na existência?

Kristen: Permanente no estúdio, provavelmente ao lado de O Exterminador do Futuro ou algo assim, sim.

TH: Como foi quando o filme estava pronto?

K: É surreal. É uma experiência que nenhum ser humano tenha realmente feito a menos que eles tenham um irmão gêmeo, estando ao lado de si. Também não ajuda que ela é congelada e os lábios dela são azuis e seu cabelo está todo congelado. Eu tive que ficar bonita ainda quando foram moldando o elenco.

TH: Ela não está pronta para uma ‘injeção de glamour’?

K: Não, definitivamente não.

TH: Como foi esse processo da ‘moldagem’ do seu corpo? (quando ela estava congelada no filme)

K: Era uma tarefa árdua. Era um processo de três passos. O primeiro foi um escaneamento digital do meu corpo que eles fizeram em um computador, depois eu tive que ir para o estúdio de Stan Winston, e então eles moldaram, individualmente, cada parte do meu corpo. Eles fizeram as minhas pernas, meu tronco, cada um de meus braços e minha cabeça. A cabeça foi um pouco preocupante. Eu sou um pouco claustrofóbica, e o gesso que botam fica pesado e quente, então você não consegue nem sentir o ar entrando pelo seu nariz por que está realmente quente. Eu quero dizer, você respira, mas é meio assustador. O último passo do processo era pintar ela. Eu entrei dentro de um lugar e fiquei parada perto do meu manequim basicamente, e eles pintaram cada partezinha do meu rosto. Cada sarda no meu braço estava naquele corpo. Não tinha diferença, eles são artistas. Eles são recriadores de vida.

TH: Como foi ser a única menina no meio de todos aqueles garotos no filme?

K: Eu estou bem acostumada com isso. Eu cresci com meninos. Esse é meu irmão (ela aponta para o canto sala). Eu sou a única menina da casa além da minha mãe.

TH: Quando você fez Zathura, em relação a Speak?

K: Foi bem, bem depois de Speak. Eu tinha 13 quando fiz Speak, e estava quase fazendo 15 quando fiz Zathura.

TH: Como foi mudança, de uma coisa intensa como Speak para uma coisa como Zathura?

K: Eles são filmes completamente diferentes. Muitas pessoas me pedem “que tipo de filme você gosta de fazer? Que tipos de papéis você quer fazer?” Eu realmente não quero ser característica de qualquer tipo de papel. É legal fazer coisas diferentes e interpretar diferentes personagens. Você é a mesma pessoa o tempo todo, você simplesmente não é um ator, você se torna um personalidade, e não é isso que eu quero.

TH: Quais eram os filmes de ficção científica que você gostava quando era menor?

K: Eu gostei de E.T, e de Spaceballs também (risos). Esses são engraçados.

TH: Seu nome está dentro de alguma marca de designer de roupas?

K: Uh, Levis (risos). Não, não estou, não mesmo.

TH: Você saiu com os dois meninos mais novos para criar algum afeto para fazer o filme?

K: Sim. Eu vim, provavelmente, uma semana antes de começarmos a filmar e nós tivemos tempo de ensaio em conjunto com Jon e todo o elenco. Fomos para o cais uma noite e tentamos ficar confortáveis um com o outro. Foi muito fácil porque são crianças muito normais. Eles vêm de famílias bem arredondadas e eles são apenas um tipo bastante comum de 12 anos de idade e 8 anos de idade, fácil de se conviver.

TH: Você trabalhou com crianças jovens alguma outra vez?

K: Eu já interpretei irmãs mais velhas várias vezes. Eu sempre trabalhei com bebês com os quais eu nunca tive que interagir. Eu sou o bebê na família. Eu nunca fui babá deles. Então eu não tenho absolutamente nenhum contato com crianças que são mais jovens do que eu. Mas, isso não representa qualquer problema. Eles são muito normais. Eles são realmente engraçados e muito divertidos. Eles sabem o que é seu trabalho e eles são muito profissionais e estão sempre fazêndo-o, mas eles também sabem que esta deve ser uma coisa divertida para fazer e para ser utilizada. O boato famoso é o “não trabalho com crianças ou animais”. Então, eu sei que há uma pretensão de alguns atores, mas não. Não havia nenhum problema.

TH: Foi legal ser a irmã mais velha no filme quando na verdade você é a irmã caçula na vida real?

K: Na verdade, eu realmente simpatizei com eles por que eu era torturada quando era pequena. Eu sentava na soleira da porta do quarto do meu irmão por que eu queria muito ficar com ele, mas não era permitida a entrar em seu quarto. Mas, a atitude de desprezo para com seus irmãos e irmãs era fácil de sacar, porque eu sou a irmã mais nova.

TH: Haviam muitas cenas com telas verdes ou a maioria das coisas eram feitas ao vivo no set?

K: Haviam algumas com a tela verde, mas não tanto quanto você pensa. Muitas eram práticas. Quase tudo o que estava acontecendo na casa estava realmente acontecendo. Quando as paredes desabaram, estava realmente acontecendo. Quando houve um incêndio no set, houve realmente um incêndio. Tivemos três jogos na casa. Um deles estava em um cardan, um deles se abalou e um deles era estático. A tela verde foi usada por mim quando eu fui sugada do buraco negro. Eu comecei a usar um arreio e voar até o teto do palco de som. Foi muito legal.

TH: Alguns desses filmes podem assustar crianças pequenas. Você acha que isso é saudável? As crianças deveriam se assustar as vezes?

K: Bem, acho que em qualquer boa aventura, tem de haver uma sensação de perigo, ou por que você se preocupa quando as crianças estão correndo por aí? Você não está preocupado com eles. Sim, eu acho que é saudável. Eu não acho que as crianças devem ser protegidas do mundo que elas vivem, primeiro de tudo, eles são Zorgons. Eles são homens grandes. Eles não estão correndo atrás de nós para nos matar, nem nada.

TH: Tinha realmente um robô no set?

K: Sim. Essa é a coisa mais legal. Nós nunca tivemos que fugir de um robô imaginário. Nós nunca tivemos que fugir de um homem em um terno verde. Quando o robô atravessou a porta e bateu fora dos lados e fez as portas girarem, ele realmente fez isso. Eu acho que nós tivemos três. Stan Winston criou praticamente todos os personagens que não eram atores reais e o mais legal é que eles realmente se tornaram personagens do filme. Não foi apenas gerado por computador. Não era como se apenas estivessemos assintindo um video game. Eles foram personagens reais.

TH: Essas roupas usadas nos Zorgons eram bem legais.

K: Sim. É muito legal. Eles realmente fizeram um pouco de músculos mecânicos debaixo da borracha de sua pele. Você pode realmente ver as expressões em seus rostos. Parece CGI, mas é completamente real. Havia um rapaz que usava uma roupa de lagarto, na qual saia uma cabeça de lagarto do seu tronco, tipo assim [demonstra], e ele destruiu isso.

TH: As crianças entram em problemas quando seu pai não está em casa. Qual foi o maior problema que já lhe aconteceu quando seus pais não estavam em casa?

K: Nós estavamos sozinhos quando meu irmão quebrou seu braço. Nós estavamos correndo para atender o telefone, eu queria atender e ele queria atender e ele chegou lá antes de mim, então eu fiquei tentando pegar o telefone dele mas ele tentou me impedir batendo com o telefone em mim, foi aí que ele quebrou o seu braço. Depois meus pais vieram para casa e nós tivemos que passar a noite me uma sala de emergencia, o que não os deixou muito feliz.

TH: Que tipo de música voce gosta de ouvir?

K: Eu fui criada ouvindo rock clássico. Meus pais são o tipo de pessoa roqueiro/hippy velho. Eu gosto de Led Zeppelin e eu amo os Beatles. Eu gosto de The Cars, eu gosto de The Band e The Doors. Eu gosto de algumas músicas de agora, mas não de muitas. Não ligo para rótulos, acho que isso virou uma coisa muito popular e pretensiosa ultimamente. Mas eu gosto de Interpol e coisas desse tipo.

TH: Voce gostaria de ir para o espaço?

K: Sim, eu acho. Dependeria do por que de eu estar indo. Eu gosto de viajar. Eu gosto da ideia de não ter gravidade, eu gostaria de voar por ai.

TH: No set tem muito tempo em que voce fica desocupada, o que voce faz para passar o tempo?

K: Na maioria das vezes, se há algum tempo livre, eu estou ensaiando. É difícil manter-se nesse ritmo.

TH: Voce acha que arrumará um tempo para fazer faculdade em alguns anos?

K: Definitivamente. Estou numa espécie de programa de preparação para a faculdade agora e eu definitivamente não vou perder de vista a minha educação só porque eu quero ser uma atriz.

TH: Voce sente falta de ter uma vida tradicional de estudante?

K: Não, na verdade não. Fui para a escola, até sétima série e sei que um monte de gente que se formou no colégio receberam uma dose importante de perspectiva sobre quem são seus verdadeiros amigos e quais os seus valores reais e o que é importante para eles e isso aconteceu para mim um pouco mais cedo. Eu realmente não me importo com isso. Eu ainda tenho meus amigos muito próximos. Eu ainda tenho a minha família. Estou muito orientada pela família, por isso não, eu não tenho um problema com isso ao todo.

TH: Tem a carreira de alguém que voce gostaria de usar como exemplo?

K: Não só porque eu trabalhei com ela, mas Jodie Foster é obviamente, um modelo a seguir. Ela não é apenas uma atriz, ela não é unidimensional. Ela tem mais de uma saída criativa. Ela é um escritora, produtora, diretora. Ela tem uma boa cabeça sobre os ombros e eu gosto da idéia de que ela pode manter sua vida pessoal privada e separada do que ela faz. Eu admiro a maioria de seus valores. Ela é muito legal.

TH: É mais difícil atuar agora que voce é uma adolescente do que quando voce era uma criança?

K: Sim. Eu me lembro quando eu era pequena, eu não tinha nenhuma inibição. Eu não tinha vergonha de fazer qualquer coisa. Quando você envelhece, não sei o que é, não é que você obtenha mais insegurança, você está apenas talvez mais auto-consciente. É justamente esse tipo de coisa que acontece. Você tenta fazer o melhor possível e isso é tudo o que você pode fazer.

TH: O diretor de Zathura, Jon Favreau também é ator. Isso torna mais fácil trabalhar com ele?

K: Sim, tenho certeza de que isso o ajudou. Ele me ajudou muito. Foi a minha primeira comédia, então eu tinha muita expectativa e apreensão de como eu iria reagir a situações que estão por cima da histérica. Eu era tímida na maioria das vezes. Eu estava com vergonha de explorar as cenas e ser livre com eles e ele me ajudou, muitas vezes, uma espécie de puxão nas minhas inibições, porque ele estava muito, muito em sintonia com como os atores estavam sentindo, o que realmente não é comum com a maioria dos diretores. Normalmente, eles esperam que você faça o seu trabalho e vá embora. Mas ele era muito sensível. Ele é um cara carinhoso.

TH: Foi louco trabalhar com Dax Shepard? [Dax interpreta o astronauta adulto no filme]. Eu quero dizer, ele é um cara muito engraçado.

K: Oh, ele era uma pessoa muito, muito séria o tempo todo. Dax é um bobão. Ele deixava os meninos barulhentos. Foi muito legal, porque foi a minha primeira comédia. Comédia é um tipo de negócio sério. É tudo uma questão de tempo e os meninos e Dax me fizeram sentir assim: “sim, não é assim tão grande. Basta ir se deixar ir. Divirta-se com ela e ela vai parecer divertida na tela se você se sente assim”. Ele definitivamente me ajudou com isso.

TH: Os garotos pregaram alguma peça em voce?

K: Nunca fizeram comigo, mas com o resto sim, por que eu não estava no set todo dia, então as vezes perdia algumas piadas. Eles cantavam e tudo, foi divertido.

TH: Vamos falar de novos projetos. O que voce faz em The Messengers?

K: Estou catatonicamente apavorada em Os Mensageiros na maior parte do tempo, muitos gritos, na verdade. É sobre uma família que esta em uma espécie de fase difícil em suas vidas. Eles estão financeiramente, não muito estáveis e não há animosidade entre a filho, eu e os pais por alguns muito bons motivos. Então eles mudaram para uma fazenda para fugir da vida agitada da cidade e ver se eles podem ficar em pé novamente e eles entram em uma casa bonita e assustadora, a única pessoa que realmente vê as coisas que estão acontecendo, em qualquer forma, é o meu personagem e, por causa de alguns antecedentes, ninguém acredita em nada que ela diz.

TH: É uma droga quando eles não acreditam em voce.

K: É também um filme muito claustrofóbico mesmo que seja estabelecido no meio do nada. Há um sentimento muito forte de isolamento, mas, quando não há para onde correr, você começa a se sentir muito fechada por dentro. Ela está sozinha o tempo todo, um personagem bastante vulnerável, mas no final ela tem, basicamente, que descobrir o porquê isto está acontecendo e chegar ao fundo da questão.

TH: Qual é o seu outro novo projeto?

K: É In the Land of Woman, acabei de terminar-lo no Canadá, com direção de Jonathan Kasdan. É seu primeiro longa, filho de Lawrence Kasdan. É um filme de Meg Ryan e Adam Brody e é uma espécie de drama/comédia sobre um cara que se afasta de uma vida agitada e vai para uma pequena cidade para cuidar de sua avó e ele conhece quatro mulheres, então é basicamente sobre seu relacionamento com elas, mulheres loucas e as conversas que eles têm, revelações que vêm a respeito de suas vidas e como eles mudam os personagens ao longo do filme. É um filme sobre pessoas falando com outras pessoas. Ele é muito bom. Estou bastante animada para vê-lo.

TH: Voce é uma das mulheres loucas?

K: Sim, eu interpreto a filha de Meg Ryan. Nós não somos necessariamente todas loucas. Eu sou a filha com os problemas típicos com a mãe e os problemas típicos do ensino médio, com inseguranças crescendo dentro de mim. Depois de conversar com esse cara, acho que ela percebe muito sobre si mesma, que tipo de direção que ela gostaria que sua vida tomasse.

TH: Voce pode se ligar com algum desses problemas?

K: Eu posso me ligar com eles por que eu tenho vários amigos ligados a eles nesse momento, mas pessoalmente, não mesmo.

TH: Onde voce estava no Canadá para filmar In the Land of Woman?

K: Estávamos em Victoria. Estávamos na ilha de Vancouver. É lindo. É uma cidade de muito poucos curiosos e eu não interessava muitos desses, então foi uma boa experiência. Nós estávamos bem na água, assim que ela era linda. Diferente de The Messengers, que é meu primeiro filme de terror e de fato, o primeiro lançamento do Pang Brothers, estávamos em Regina para filmar esse.

TH: É bem monótono lá.

K: Sim, monótono. Voce pode ver seu cachorro correr por milhas de distancia.

Fonte | Tradução: Jasmine – Equipe Kristen Stewart Star life.

 

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